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14 de julho de 2015

Batman Vs Superman - Resenha do que ainda não existe.

Batman Vs Superman - Uma análise do trailer.




O que você faz quando tem um trabalho atrasado que precisa entregar pra ontem? Desespera, faz um retalho com as melhores ideias que conseguiu juntar (suas e de outros), entrega e espera pelo melhor. Algumas vezes até cola. Outras não. Pois bem, só que desta vez não é você, caro coleguinha, que está nessa situação. É a Warner/DC.

É chegada a hora. Já adiei demais minha opinião sobre a polêmica geek mais comentada dos últimos tempos: Batman Vs Superman.

Por mais que o filme seja bom – o todo fã de carteirinha torce pra isso, e comigo não é diferente – Batman Vs. Superman sempre será acompanhado do estigma da sombra do universo cinematográfico já construído da Marvel. Isso tudo por uma mera questão de timing. A DC protelou demais para começar a se mexer e produzir alguma coisa decente para competir com a rival.

Não se trata de qualidade de universos e tramas, mas exclusivamente de timing comercial (Porque em se tratando de trama, mesmo sendo Marvelete, eu sempre disse abertamente que os dramas da DC são infinitamente mais profundos – ex vi: A Piada Mortal, Dark Knight, e o mais recente Injustice).

É como se a DC tivesse dado um head start numa corrida de pra um competidor que já era bom, do mesmo nível que o adversário, e sequer precisava da vantagem. E mais! Não foi um head start pequeninho, não!! Foi uma vantagem de anos! Tanto que o adversário pôde acertar, errar, fundir o motor (diga-se: quarteto fantástico e thor), que dá/deu tempo de construir outro. Rola a impressão de que houve descaso ou até mesmo um pouco de arrogância por porte da Warner/DC.

A Marvel, que não é boba, aproveitou esse timing muito bem e construiu os personagens e desenvolveu-os de forma bem caracterizada, fiéis ao que são ou deveriam ser, pelo simples fato que teve tempo para tanto. Tem de acertar e errar e, principalmente, compor as histórias originais com a expectativa dos fãs.

A questão é que me parece que agora o objetivo principal da DC é correr atrás do prejuízo – e ainda com um certo desespero – e não necessariamente fazer filmes bons, congruentes ou bem desenvolvidos. Prova disso é a descaracterização da personalidade do Super-homem, por exemplo. Clark nunca foi criado pra fazer o que bem entende, nunca foi ensinado que não deve nada pra ninguém, mas, sim, para tentar se aproximar ao máximo dos humanos e nisso desenvolver compaixão e o sentimento altruísta batalhado pelos Kents enquanto criavam o jovem alien.

Fato é que correr atrás do que a Marvel já conseguiu implica tentar sair de uma sombra cada vez maior que já vem sendo produzida por anos e se tornando cada vez mais crescente – afinal, o universo cinematográfico da Marvel já ganhou inércia própria. O da DC, male male, com Arrow aqui e Flash acolá está engatinhando ainda.

E para ser bem sucedida, a DC pode e muito provavelmente vai cair na armadilha de usar de uma fórmula já pronta, a do Dark Knight. Mundo sombrio, tentando imprimir maior “realismo” à estória... Rings a bell? Basta rever o trailer. Ou o Homem de Aço. Mas a fórmula só funcionou com maestria porque era o Dark Knight e fazia sentido naquele arco de história por ser o Batman. A segunda armadilha? Lutar contra a tentação de não usar da fórmula que deu certo pra rival Marvel, justamente porque foi construída com tempo – coisa que a DC não tem.

Nessa correria, já dá pra identificar alguns tropeções. O mais claro é o de ela tentar pegar o atalho de importar o clima de sua última produção bem sucedida – Injustice (que embora excelente, não seja tão amplamente conhecida) e fazer um patchwork com outros elementos do universo antigo dos quadrinhos, como, por exemplo, a pancadaria Milleriana do Batman e do Super-homem e ascensão do Luthor ao senado. Um verdadeiro Frankstein; existe, perambula pra lá e prá cá, mas é incompreendido (como a narrativa do filme será em várias partes).

Eu sei que a colcha de retalhos pode vir fazer sentido e dar certo. Não tenho dúvida de que o filme será divertido. Bem produzido. A Warner pode tirar um coelho da cartola e muito provavelmente vai. A questão é que o custo desse coelho vai ser muito alto. Não em termos financeiros, mas em termos de fidelidade aos personagens e arcos históricos.

Então, pra quem está correndo de um lado pro outro e se mijando de emoção toda vez que vê o trailer “Batman Vs Superman” e pensando: esse vai ser o filme do ano de 2016! Sinto muito. Abaixe a bola. Reduza as expectativas. Não vai. Você pode me agradecer depois, por te ajudar a reduzir essa frustração (aceito bombons e figurinhas dos Power Rangers).

Suicidal Squad tem maiores chances de ser um melhor filme – inclusive – pelo simples fato de que ninguém conhece direito a maioria dos vilões que estão em jogo e, consequentemente, não vão ter muitos argumentos/elementos para criticar. Tem também o Jared Leto que, embora eu tenha certeza que não vai ser o Curinga que o povo tá esperando, vai dar um show de atuação.

Já no que diz respeito à Batman Vs Superman, estaremos diante de heróis muito conhecidos para serem tratados levianamente ou construídos às pressas – se é que precisam ser construídos. Todo mundo sabe que Diana é intensa em seu senso de justiça, que ela tem presença, e sabe se fazer ouvida. Todo mundo sabe o Aquaman é um filho da puta arrogante, e que seu reino vem antes de qualquer coisa. Imaginem se, pela pressa, isso não ficar bem assentado, a merda que não vai ser!? Eu espero que essa tenha sido uma das preocupações da DC no roteiro. Você espera também. Todo mundo espera! Mas quando você senta às 9h da noite pra começar um trabalho pra entregar às 8h da manhã do outro dia, muitas vezes, você pula parágrafo e capítulos, engole letras e coesão e acaba escrevendo qualquer coisa só pra ter o que entregar mesmo.

Claro que no caso da DC e a grana envolvida, qualquer coisa já vai ser melhor do que aquela redação de 60 linhas que você escreveu ainda bêbado de domingo pra segunda na faculdade. O problema é que a redação da Warner não vai ser tão boa quanto poderia pelo mesmo motivo e problema da sua: falta de tempo. Foi deixado pra fazer na última hora, depois que todos os outros já entregaram os trabalhos e o professor viu muita coisa boa ali no meio.

“Batman Vs Superman” vai ser nada além de um ponta-pé inicial de uma partida cheia de maquiagem e elementos a perder de vista, só para ocultar o fato de que foi feita para tentar recompor o tempo perdido. No entanto, isso só vai acontecer mesmo quando vier a Liga da Justiça. Por quê? Pelo simples fato que é só agora que a DC resolveu entrar na corrida. E ajustar o carro, meu amigo, leva um tempo.



PS. Sim, eu sei que Frankstein é o nome do médico e não do monstro.

4 de maio de 2011

Coloretto Card Game


Há um tempo postei aqui no blog (ou no Buzz – não me lembro) a notícia de que a empresa nacional Grow iria publicar jogo aqui no Brasil.

Pois bem, publicou e, para prestigiar, comprei umas cópias para dar de presente e dar uma olhada na qualidade do produto. O que eu achei?

Bom, sem rodeios: a qualidade das cartas é XEXELENTA! Horrível mesmo. Absolutamente decepcionante! Ao invés de investirem em cartas plastificadas, ou com gramatura mais grossa, optaram por um papel cartonado fininho. A impressão ficou tosca. Tão tosca que até parece feita em impressora jato de tinta.

A meu ver, perderam a chance de conquistar um nicho de mercado e público correspondente. Mesmo que a melhor qualidade do produto implicasse custo um pouco mais salgado (O jogo custa, em média, R$ 15,00. Creio que poderiam tranquilamente ter feito algo de qualidade comparada ao carteado COPAG por cerca de 30 reais).

O jogo em si é muito divertido. Tenso e com decisões complicadas o tempo todo. Muito bom! Tão bom que acho que não merecia ter tido uma edição tratada, a meu ver, com tanto mau-caso como esta.

4 de novembro de 2010

Houston: we got a problem.

Se você captou a referência, muito provavelmente está pensando este pífio blogueiro errou e, bem ali no lugar dos dois pontos (:) deveria ter uma vírgula (,). Eu lhe digo, caro leitor: você está errado.

Justamente porque não me refiro ao filme Apollo 13, mas à hamburgueria que leva o nome da cidade texana, que fica na 412N. É a hamburgueria que fica na 412, óbvio! O Texas todo mundo sabe que fica nos EUA. Falha minha, eu sei. Mas vai ficar assim.

Bom, sabe quando você está varado de fome, só com o almoço na barriga, e qualquer coisa colocada pra dentro fica uma delícia? Este não é o caso. Carne simples, tempero quase imperceptível e complementos que só aumentam o volume do sanduíche, sem agregar sabor.

Para piorar, ainda deram aula de atendimento com má-vontade. Com direito a termos de escutar, com rispidez, que tínhamos de esperar e, ainda, ter de ouvir o absurdo de que era regra da casa não trazer complementos à mesa, mas, como no meu caso VEIO FALTANDO DENTRO DO HAMBÚRGUER (mesmo depois de preenchida a tabelinha com os ingredientes do sanduba, com letras garrafais), eles abririam uma exceção.

Perplexo, amigo leitor? Espera só um pouquinho que eu vou repetir: exceção. Exceção??? Exceção!!!! Exceção???!!! Meus caros, vocês ERRARAM na hora de preparar a bagaça. É no mínimo OBRIGAÇÃO reparar o erro. E não abertura de uma exceção, um favor!

Por falar em favor, façam um a si mesmo e melhorem, pelo menos, a qualidade do atendimento. Porque do jeito que está, só a carinha bonita do lugar não vai ser suficiente para atrair clientes do concorrente (original, diga-se de passagem, e muito melhor no quesito sabores) ao lado.

Eu não volto.